Você ou um familiar está ficando mais esquecido? Nem sempre é Alzheimer. Mas é importante investigar.
Você percebe que os esquecimentos estão se tornando frequentes, que perguntas são repetidas ou que tarefas antes simples começaram a exigir ajuda?
Uma avaliação geriátrica pode ajudar a identificar as possíveis causas e orientar os próximos cuidados.
- Avaliação individualizada da memória e da saúde do idoso;
- Investigação de possíveis causas dos esquecimentos;
- Orientação para pacientes e familiares.
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Talvez você já tenha percebido algumas dessas mudanças...
Repete a mesma pergunta várias vezes, mesmo depois de receber a resposta.
Esquece compromissos, conversas ou acontecimentos recentes.
Guarda objetos em lugares incomuns e depois não consegue encontrá-los.
Começou a precisar de ajuda para organizar medicamentos ou atividades cotidianas.
Passou a ter dificuldades para lidar com contas ou tarefas que antes realizava sozinho.
Fica irritado ou desconfiado quando a família comenta sobre os esquecimentos.
Se você reconheceu algumas dessas situações, vale buscar uma avaliação.
Nem sempre essas mudanças significam demência, mas quando são frequentes, progressivas ou interferem na rotina, precisam ser investigadas.
Envelhecer pode mudar a memória. Perder a independência não é uma consequência inevitável da idade.
É comum levar mais tempo para lembrar uma palavra ou esquecer ocasionalmente onde colocou as chaves.
Mas existe uma diferença entre esquecimentos pontuais e alterações que começam a comprometer o dia a dia.
Esquecer um nome e lembrar depois, perder objetos ocasionalmente ou precisar de mais tempo para aprender algo novo, sem prejuízo importante da autonomia.
Repetir perguntas frequentemente, esquecer acontecimentos recentes, desorientar-se em lugares conhecidos ou apresentar dificuldade crescente para realizar tarefas habituais.
O objetivo não é fazer um diagnóstico pela internet, mas reconhecer quando é hora de procurar ajuda.
E se a causa dos esquecimentos não for Alzheimer?
Essa é uma das razões pelas quais a avaliação médica é tão importante. As dificuldades de memória podem estar relacionadas a diferentes condições, incluindo:
- Distúrbios do sono
- Depressão e outras alterações de humor
- Efeitos adversos ou interações medicamentosas
- Deficiência de vitamina B12
- Alterações da tireoide
- Comprometimento cognitivo leve e doenças neurodegenerativas
Algumas dessas causas são tratáveis. Outras exigem acompanhamento contínuo.
Por isso, antes de pensar no pior diagnóstico, o primeiro passo é compreender o que realmente está acontecendo.
Muitas vezes, a família começa a assumir responsabilidades sem perceber.
Primeiro, um filho passa a lembrar os compromissos.
Depois, alguém começa a organizar os medicamentos.
As contas precisam ser conferidas. As consultas passam a exigir acompanhamento.
E, aos poucos, a família percebe que aquela pessoa antes tão independente está precisando de cada vez mais ajuda.
Não é necessário esperar que os esquecimentos comprometam a segurança ou a autonomia para procurar um geriatra.
Uma avaliação pode ajudar a entender as mudanças e planejar os cuidados necessários.
Como o geriatra pode ajudar?
O cuidado começa com uma pergunta: o que está causando essas mudanças?
Avaliação da memória e da cognição
Investigação dos sintomas, histórico de evolução e aplicação de testes cognitivos quando indicados.
Investigação das possíveis causas
Análise de doenças associadas, sono, humor, medicamentos e necessidade de exames complementares.
Plano de cuidado individualizado
Orientações e definição das próximas etapas, incluindo tratamento, acompanhamento ou encaminhamento a outros especialistas.
Acolhimento e orientação familiar
Esclarecimento das dúvidas dos familiares e orientações para lidar com as mudanças de forma mais segura.
Por que o Dr. Marco Aurélio Janaudis (CRM 105842-SP)

Com mais de 20 anos de atuação médica e pós-graduação em Geriatria pelo Hospital Sírio-Libanês, o Dr. Marco Aurélio Janaudis possui experiência no diagnóstico e acompanhamento de condições relacionadas ao envelhecimento, incluindo alterações de memória e doenças cognitivas. Seu atendimento considera a história de cada paciente, as condições de saúde associadas e as necessidades da família, buscando orientar decisões que contribuam para a qualidade de vida e a preservação da autonomia.
Perguntas Frequentes*
O geriatra é um dos profissionais que podem avaliar alterações de memória em idosos. Ele investiga possíveis causas, considera a saúde geral do paciente e pode indicar acompanhamento com neurologista ou outros especialistas, quando necessário.
Não. Dificuldades de memória podem estar relacionadas ao envelhecimento, distúrbios do sono, depressão, medicamentos e outras condições. Uma avaliação médica ajuda a diferenciar essas possibilidades.
O diagnóstico exige avaliação clínica, histórico dos sintomas, testes cognitivos e, quando indicados, exames complementares. Nenhum esquecimento isolado confirma Alzheimer.
Embora ainda não exista cura, há tratamentos e intervenções que podem ajudar a controlar sintomas, preservar funções por mais tempo em alguns pacientes e oferecer suporte ao paciente e à família. As opções dependem do diagnóstico e do estágio da doença.
A presença de um familiar pode contribuir com informações sobre as mudanças observadas, respeitando a vontade, a privacidade e o consentimento do paciente.
Quando os esquecimentos são recorrentes, progressivos, representam uma mudança em relação ao funcionamento habitual ou interferem nas atividades cotidianas. Alterações súbitas de memória ou confusão mental exigem avaliação médica urgente.
*Para as respostas acima, foram analisados contextos mais gerais. Importante reforçar que, como cada paciente e família reúne suas especificidades de vida, nada substitui a análise e a conduta de um profissional de geriatria, que avaliará caso a caso antes de dar qualquer recomendação ou encaminhamento.